29.12.09

Voltarei no dia 31 de Dezembro de 2009 e não no dia 31 de Janeiro de 2009 como escrevi na mensagem anterior

VOU ATÉ ONDE O FUTURO ME DEIXAR.........

Neste oásis profundo de esperança,aqui estou sedento e calmo, ouvinte atencioso e austero. As paredes na sua simbologia modernizada, aconchegam o meu espirito. O eclético asume na diferença a precepção em o perceber e a divulgar, promovendo-se a força polivalente e arrojada da acção humana. Calmamente olho o vazio, tentando acompanhar a mudança, adaptando-me às circuntâncias e ao ambiente, mas a continuidade descontínua da própria mudança envolvente desincronisada, oferecida à minha visibilidadae, torna tudo profundamente confuso . Poderei contribuir de forma individual e colectiva, na razão una e indivisível da acção humana....o futuro o dirá no tempo e no espaço que se me oferece. Entretanto será melhor pactuar-me com a cultura enraízada, olhando as diferrenças com um novo par de óculos, mescalando as práticas sociais do quotidiano com artificios convergentes, adequados ás situações diversas, da arena, ( na luta) e anfiteatro ( na aprendizagem) do local onde me encontro, que por ser diferente, contém intriseco, expectativas várias e visibilidades diderenciadas. Assertivamente somos todos importantes, no entanto as diferenças culturais, envoltas na instrumentalidade e relativo etnocentrismo procuram sempre a inserção, proto efémero da construção social, que na sua componente humana é dificultad pelo poder da participação que cada qual pode colocar em jogo. VOLTAREI NO DIA 31 DE jANEIRO DE 2009 PARA RESPONDER Á QUESTÃO DA ETIQUETA DESTA MENSAGEM QUE COLOQUEI EM RODAPÉ

20.11.09

MAIS UMA VITÒRIA DOS TRABALHADORES

Os resultados das eleições para os representantes dos trabalhadores foi que foram eleitos pela lista apresentada a sofragio pelo STML a saber :

Jose victor Reis
Francisco Raposo
Jose Antonio almeida
Jose carlos
Victor folgado

Tendo a lista B elegido dois representantes.


Saudações Sindicais


Jose Almeida

COMISSAO JA TEM NOVO SECRETARIADO

Foi hoje dia 20 de Novembro de 2009, que a comissao das zonas de limpeza conheceu o seu terceiro secretariado.

Que tera como cordenador :O Rui Terenas delegado sindical da zona 6 no posto de limpeza da Filipe da mata.

Restantes elementos do secretariado:

Grancinda delegada sindical na zona 3 no posto de limpeza da Infante Dom Henrrique.

Rita delegada sindical da zona 7 Benfica.

Gravelho delegado sindical da zona 1 do posto da Boa-Hora.

Paulo Rodrigues delegado sindical zona 5 do posto da Serefina.

António Santos delegado sindical zona 4 do posto Olivais Norte.

Bruno delegado sindical zona 6 posto Areeiro.

Saudaçoes sindicais

Jose Almeida

10.11.09

Higiene e segurança no trabalho

Caros companheiros, alguém me informa sobre os resultados das eleições para os representantes dos trabalhadores na comissão da higiene e segurança no trabalho.

Agradecia muito
saudações sindicais

25.10.09

temos todos razão! é preciso procurar a verdade em cada razão!

Pensando eu várias vezes nas questões e posições colocadas por cantoneiros de limpeza e eu inclusive à tempos atrás e como essas questões por vezes levavam a zangas, desentendimentos, questões pessoais, discussões,etc., encontrei na Internet a explicação e conclusão para tudo isso, em simples palavras e fiquei a pensar e a olhar o vazio, sem ter nada para responder

Texto encontrado na Internet
"Encontrei hoje em ruas, separadamente,
Dois amigos meus que se haviam zangado
um com o outro. Cada um me contou a
narrativa de por que se haviam zangado.
Cada um me disse a verdade. Cada um me
contou as suas razões. Ambos tinham
razão. Não era que um via uma coisa e
outro outra, ou que um via um lado das
coisas e outro um outro lado diferente.
Não: cada um via as coisas exactamente
como se haviam passado, cada um via
uma coisa diferente, e cada um, portanto,
tinha razão. Fiquei confuso desta dupla
existência da verdade".

E agora pergunto eu:
O que é a razão? O que é a verdade? Será que ambas nos levam a ser justos? ou algo foge à nossa percepção? ou, ou não sei mais o quê?
Expliquem cada um de vós qual a vossa razão e qual a vossa verdade e juntos lutemos por um mundo melhor. A minha razão é o sonho por mais equidade social, quanto à verdade não a tenho, não a possuo, sou apenas um dos seus peregrinos. SOU PORTANTO UM PEREGRINO DA VERDADE, QUE PROCURA EM CADA RAZÃO UM APOIO E UM INCENTIVO PARA SEGUIR EM FRENTE.
Saudações sindicais

18.10.09

O inácio foi despedido

O Inácio cantoneiro de limpeza, até algum tempo foi despedido o ano que passou, por razões que não quero aqui nomear, no entanto o que adianto é que foi vitima do mundo moderno, por razões que a própria razão desconhece, eu até à pouco tempo cantoneiro de limpeza comecei a pensar o que seria se se passasse comigo algo idêntico, pensado na exclusão social que grassa em Portugal e no mundo inteiro. Por isso inspirei-me neste caso, para descrever e caracterizar por breves palavras, o que penso de tudo isto. QUANTO AO BLOGUE CAROS AMIGOS,COMPANHEIROS E CAMARADAS SE ME PERMITEM, PARECE QUE SE SE FALA, FALA, MAS NÃO SE DIZ NADA, SIM PORQUE SÓ EU A ESCREVER E A FALAR, TAMBÉM CONTRARIA O QUE MUITOS DE VOCÊS DIZEM, QUE TEM QUE HAVER DIFERENTES E DIVERSIFICADAS OPINIÕES.

A noite escura espiava no silêncio a medonha sociedade, fantasmas de ácaros vivos e sedentos, banqueteavam-se crustados nos fios de luz das lâmpadas públicas, as sombras reflexo das pessoas que passam apressadas, são marionetas que dançam, com o festim e o frenesim, daquela tela que mais parece um desenho animado; as luzes perseguindo as sombras, que fogem apressadamente. Risotas ecoam como um vaivém pré-histórico que se funda no silêncio, dísticos redondos, símbolo da paz, prolongam-se do fumo do cigarro que sai calmamente da boca do Inácio, à cinta o farnel para arranhar a fome, nas suas mãos tisnadas e raquíticas o medo, a linhas segmentadas de uma vida jovem, atribulada, como facetas do mundo moderno. O seu trajecto sempre o mesmo, cava um horizonte sem projectos, as olheiras reflectem nos seus olhos verdes a esperança, mas o cansaço da vida sobrepõem-se-lhe pelos planos que traça e riscos que corre, para quebrar a monotonia da vida e do quotidiano.

14.10.09

Se o silêncio é de ouro, a palavra é de platina

As pessoas valem pelo que são, e não pelo que têm. Gostava de dar força à razão das palavras que escrevo, mas como uns fazem coisas boas de uma certa maneira e outras menos bem, eu sinto-me bem a escrever e como sou um sonhador escrevo isto, para me sentir bem e com a minha palavra ajudar talvez ou outros.
Esta leitura é para os ("eruditos") porque eu sou popular e não percebo o que escrevo, acho até que não estou aqui neste momento, estou em todos os lugares imagináveis, mas menos aqui

Hoje acordei especialmente ligado a um dia como tantos outros, o nevoeiro não dissipa o meu pensamento, invariavelmente a textura do dia fixa-se numa aguarela ausente de qualquer hora do dia.

Ao longe o som do mar ecoa com fúria, repetitivo e sonante imiscui-se no tempo afirmando-se uma espécie de cumplicidade entre ambos. Entro no bar da praia, as mesas, as cadeiras, as louças expostas longe da subjectividade da sua criação, arrumadas indistintamente constituem-se como meros objectos que cansam o olhar.

Os gestos, os olhares clamam em sussurros, sem chama a voz e as palavras contagiam-se pelo tempo, o mar e o ambiente mergulham numa monotonia invisível e incansável. Forçando a saída das palavras, a expressão que lhe dá vida morre como instinto nos lábios, os olhares perdem-se no horizonte mortiços sem vida, as palavras morrem à nascença, tudo se torna silencioso e fútil.

O constrangimento deprime, a alquimia não flui, jogadores presos a mesas de bilhar e de cartas, tentam romper com o ambiente, completando-se um quadro que os prende e acorrenta à intempérie de toda aquela realidade, que encrava o som da voz nas gargantas indecisas.

O sol estrela cadente da solidariedade da manhã, envergonhado espreguiça-se, as âncoras dos seus raios iluminam momentaneamente, mas tudo se esvai num ápice, mergulhando-se novamente no oráculo da melancolia e da ambiguidade.

Vida forte e sedenta, longe da labuta dos campos, permanece inócua, a ingenuidade e a revolta bramem o sonho de um novo mundo, a razão raciocina com a auréola da manhã, a solidariedade desprende-se da razão e os seres humanos como autómatos cavalgam para a escalada do seu fim.

Aqui e agora, com gestos instintivos, estimulados pelo libido, cadenciam o desequilíbrio, tudo parece no lugar, a força objectiva indica que a subjectividade precoce carece de ideias objectivadas, ao antes e ao depois do pensamento, o aqui e o agora, cobre a equidade de instrumentalidade, na senda do económico e do filosófico.

Por entre gestos simples e mecânicos entra alguém, que traz no olhar a firmeza e o conhecimento, dispondo-se espontaneamente a quebrar toda aquela tela ornamentada e fictícia ausente da solidariedade e que foge ao resplandecente da vida, no olhar traz a força da natureza e a disposição em mover montanhas, o trabalho cravado no seu rosto é a sua fonte, mantêm-no preso à vida, convicto diz que se os seres humanos vivem permanentemente acorrentados, cabe-lhes também desprenderem-se dos grilhões dessas correntes, entre os que se calam e comentam, gera-se um clima de desobediência à força da razão.

O mundo à nossa volta é obra de nós todos, o sentido individual da questão que o sintetiza, perde-se no tempo, a passividade, o controlo e a manipulação prendem-se às raízes da auto-insuficiência que foge ao sinónimo da colaboração e participação, emergindo paradoxalmente repetitivas e inovadoras construções da humanidade. A participação e a colaboração permanentes, presas ao sentido auto-insuficiente, na luta por um mundo melhor, esbatem na insuficiência de muitos e na suficiência de poucos, ficando todos presos à realidade das suas práticas do quotidiano e relações encandeadas, assertivamente terá toda a lógica dizer que a humanidade merece tudo isto. Excepto as excepções que confirmam as regras da exploração porque nem sempre a regra confirma excepção

E como disse o poeta popular e porque sou popular

A palavra sarcasmo é uma rosa rubra.
A palavra silêncio é uma rosa chá.
Não há céu de palavras que a cidade não cubra
não há rua de sons que a palavra não corra
à procura da sombra de
uma luz que não há.
A Cidade; Zeca Afonso

E como acabei de ("acordar") neste momento faltam-me as palavras e pergunto: que fazer?

A cultura popular vive de gestos, cheiros, sons,mímica, do calão,pregões etc. A cultura erudita, vive mais ao nível filosófico, da sintaxe da linguagem da argumentação, nem uma vale mais que a a outra, antes são duas expressões que se completam, como formas culturais da humanidade é por isso que sou popular,mas gostava de ser erudito, para exprimir pela palavra as desigualdades sociais que eu vejo e muitos não vêm, mas que outros na mesma linha de pensamento que o meu, vêm de outra maneira, se os políticos dizem as coisas que gostamos de ouvir, nós trabalhadores temos que dizer coisas que os trabalhadores gostam de ouvir, mas com uma diferença, é que a nossa palavra é para alertar para as injustiças, enquanto que a dos políticos é para seduzir e convencer

Da palavra à luta, na defesa dos mais desfavorecidos, contra a pobreza e por condições de vida dignas para todos os que delas carecem e, sobretudo para quem com a sua força de trabalho, faz girar o mundo inteiro, sendo-lhe surripiados direitos a cada dia que passa. Onde está a simbologia da classe operária a seguir à Revolução Industrial, perdeu-se no tempo?

Saudações sindicais

eleições para os representantes dos trabalhadores na SHS

Alguém me pode esclarecer onde são os locais de voto

A palavra.............

Companheiros aprendi que a palavra; atenua o sofrimento, desmistifica a incerteza, alerta para as injustiças e eu muito tempo parado e preso à vâ glória de ficar calado, penso que agora até falo pelos cotovelos, porque será? existem várias razões: porque adquiri algumas qualificações e sinto-me à vontade para dizer alguma coisa, com argumentação? porque li Karl Mark, e me despertou para as desigualdades sociais do mundo contemporâneo? pelo trabalho precário, péssimas condições dos trabalhadores que vêm os seus direitos conquistados ao longo de gerações a desvanecerem-se,porque o aumento do custo de vida não acompanha o aumento de um salário real e digno,porque os bens, os serviços e o custo de vida aumentam desmesuradamente? porque a habitação, a saúde e a educação, mais parecem oásis para nós trabalhadores. Porque os políticos nos tomam por "burros" e nos colocam uma cenoura à frente do nariz? Não sei qual será a razão mais plausível para começar, deixo-a para análise de quem lê este blog, na certeza de que aprenderei muito com as vossas posições e que só no conjunto de todas as opiniões, conseguimos tudo aquilo a que a que nos propusermos na luta de todos os dias,

Na lógica da minha simplicidade

E porque sou um trabalhador numa outra fase,proponho que que faz plenários divulgue este blog, distribuindo a todos os trabalhadores uma folha a4 a dizer, para que se destina, o que o caracteriza e o que se pretende com o mesmo, desta forma a divulgação, penso que será mais incisiva.

13.10.09

Eleições dos representantes dos trabalhadores na SHS

Dia 28 deste mes vamos ter as eleições para os representantes dos trabalhadores na SHS, e devereras importante que todos vamos votar, e que todos nos empenhamos num bom resultado da lista apresentada pelo STML.

saudações sindicais.



Jose almeida

Não deixemos morrer este blog e importante

Apesar de uns mudarmos de responsabilidades dentro desta estrutura sindical, e outros de categoria profissional devemos, continuar a alimentar este blog pois acho deveras importante que isso aconteça, sabendo nos que eramos quem mais o alimentava.
Penso que o casemiro deve continuar a escrever e a contribuir para a informaçao deste blog ate que a comissao esteja a trabalhar e novos elementos possam contribuir com informação para que ele blog em vez de morrer seja cada vez mais um apoio quer para a comissão quer o secretariado dacomissao.
Penso tambem ser necessario uma forte divulgação do blog, que de inicio se fez e depois a dada altura se deixou de fazer.
Saudações sindicais.


Jose almeida

18.9.09

Convite à força da razão

Caros companheiros, posso até não vir a participar mais neste blog, mas não podia deixar de me despedir, ou por outro lado dizer um até já e, manifestar o que no momento, em determinados momentos sinto, fazendo também um apelo e um convite a pronunciarem-se também do que sentem, do que querem e do que desejam de modo mais mais particular. O apelo é de uma participação activa e intensa, o convite parte do principio do que sentem, pode ser transcrito segundo os vosso retalhos de vida, de modo a efectuar uma consciente divulgação dos pronomes pessoais e demonstrativos da razão de cada um de nós. Deste modo passo a transcrição do que de forma geral sinto, que pode passar por ser maçudo, mas que define o meu estado de espírito.

Retalhos de vida: no renascer de cada gesto; O meu pai e eu

O dia lânguido e seco nascia ao som metálico dos galos. A luz da manhã entrava oprimida pelas frestas da janela refulgindo no balcão da taberna, convidando à fuga daquela realidade sedenta e doentia. O ar grave e sério que esbatia da cândida claridade, corporizava-se no resplandecente de cada olhar, que comprimido das agruras da vida permanecia suspenso em cada órbita, de quem na austeridade carregava nos ombros a monotonia do quotidiano.

Cá fora um pássaro preso numa gaiola choramingava, sabe-se lá porque solidariedade perdida no vazio, mas que tardava, embrutecendo aquele ambiente sôfrego e deprimente. O inócuo da solidariedade da manhã estendia-se horizontalmente, aliciando a depreciação de toda e qualquer tentativa para denunciar e romper com aquela tela bucólica, plácida, prolongada no recôndito de cada ser que por ali estava, passava e habitava.

De repente uma canzoada de sons, alfaias, cães, máquinas, pessoas e animais confundiram-se com gemidos prolongados e sussurros esvaídos em fluidos retraídos pincelando aquele quadro.

Como que um despertar daquela ode, taciturna e dolorosa, um lavrador extenuado da faina, acercou-se do balcão e pediu vinho, fazendo lembrar um viajante da idade média depois de uma longa caminhada e disse: Ó da casa dá-me cá vinho, para limpar o pó da garganta, que este trabalho de um figa, dá-me cabo do canastro e olha que isto é para por na conta, que ainda não me pagaram ainda a jorna de trabalho.

As palavras do lavrador ecoaram como um som cavernoso, naquelas paredes com história, pediu mais um e mais e mais um copo, até saciar a sua sede. Revigorado saiu satisfeito a cantar e a tamborilar com os dedos nos botões da sua camisa; ó minha bela menina, deixa a mãe que te criou, casa comigo amor, que ela também se casou. O som ecoou no vazio, refulgindo por entre as copas das árvores, o licor do deus do vinho e da festa (baco), transformou-se em sede romântica, embriagando-lhe a alma e o coração.

O néctar fluiu da força da razão para os seus lábios, com o desejo do amor, a masculinidade sobressaia nas suas palavras; quando morreu Adão, três dias choveu areia e, lá ia o lavrador pelas veredas que conhecia de olhos fechados, disposto a lançar sulcos à terra e a vingar-se do que a vida lhe tramou

A inocência de uma meninice atribulada ribombou na irreverência da adolescência, a sôfrega experiência adulta, clamava por uma vida melhor, a sublevação da vida em sintonia com a noite harmonizava o desprendimento da labuta e do dia, murmurando medo e agonia, no desapontamento; que desmoronava o castelo da criatividade ao som da estruturação das estruturas.

A vida oprimida trazia-lhe no silêncio das palavras, a noção de que; o calado vence tudo, ao entrar na sala de aula bem arrumada e limpa de mão dada com o filho, confeccionou-se um clima de obediência ao catecismo e à cátedra do Deus Pátria e família divulgado pela instituições e pela professora.

A disciplina desprendia-se do respeito, flutuando no ar a tensão e a revolta, a beatice da professora trancou a inocência de uma meninice objectiva e sedutora, à razão subjectiva dos actos simples e reais, mecanizando a permissão e mecânicos, daquele cenário lausperne, curro e convencional das convenções.

A crispação dos actos torna-se volúvel com o corte da iniciativa, a voluptuosidade do imediato da acção projectada na intuição do gentil de cada singularidade, campeia no renascer de cada gesto, de cada olhar, não deixando perecer o consequente, a lógica do momento do eu, dos nós, e de nós todos, dizendo unicíssimos os pronomes pessoais e demonstrativos da razão una e indivisível da sociabilidade humana

Todo se apoia no instantâneo e subsequente; naquela manhã de outubro de 1968, caiam folhas secas, a chuva serena e dolosa, gemia, a ladainha abafava os gestos e as palavras, contra a subserviência do momento, o aluno arremessou os livros ao ar dizendo; lá vai a festa, no primeiro dia de aulas estava traçado o seu destino escolar, naquele ano não passaria de classe

A sede taciturna de uma vida melhor campeia nas gargantas, as giestas, as carquejas, os abetos, os cardos, enegrecidos com o pó que flutua, bloqueiam-na, ávidas procuram saciar-me no oásis da vida, a ingenuidade e a revolta, bramem um sonho no desespero alucinante que pede apenas a compreensão humana.

As questões existenciais presas ao quotidiano não quebram as rotinas, emergindo no acaso das contingências, a luta escorada por uma sociedade mais justa com gestos firmes e espontâneos de um processo inacabado.

José Casimiro


10.9.09

Participação

É pena muitos colegas de trabalho terem feito força para a criação deste blog e só apenas dois terem participado activamente nele, nomeadamente eu: o Casimiro e o Barbosa, não percebo porque é que isto acontece embora tenha a minha opinião pessoal................

30.7.09

observação de opiniões diletantes

Ontem dia 29 de Junho, assisti na sessão pública da C.M.L. a duas intervenção do STML, focalizadas em dois pontos essenciais e actuais.
1-Espaços verdes e limpeza urbana
2-Higiene e segurança no trabalho
Por sinal intervenções dignas de respeito e reflexão na actual conjectura dos sectores em questão
Primeiro é de realçar nas palavras do Sr. presidente Dr. António Costa e do Sr. Vereador dos Recursos humanos, o excelente trabalho do STML, no despoletar de novas soluções para proporcionar um serviço público de qualidade à cidade de Lisboa, onde se inclui a defesa intransigente dos direitos dos trabalhadores. A dada altura o Sr. vereador Sá Fernandes, falou da formação profissional (uma escola de jardineiros!) para quando? só se for quando as galinhas tiverem dentes! ganharmos o festival da canção! ou as vacas forem cor de rosa! Já a minha mãe dizia e com razão: o falar é leve e o mar é de água, por sinal quando da intervenção do STML, o Sr. vereador ficou de repente com calor, abanado-se com um leque próprio da aristocracia diletante, de à dois séculos volvidos, conceito que passou para os políticos actuais. Na continuidade desta passagem por parte do Sr, vereador, diz o mesmo que tomara ele ter ao serviço na cidade de Lisboa, uma equipa de jardineiros, como tem uma equipa de cantoneiros. Há pois é! e onde está a formação profissional! (no que me toca recebi uma formação integrada para cantoneiros de limpeza, vai para 17 anos, estou na C.M.L vai para 19 anos) do jardineiros e dos cantoneiros, que muito bem irá recuperar um serviço público de qualidade nos jardins da cidade de Lisboa e uma melhor limpeza da cidade. Quanto aos jardineiros assiste-se a um sucessivo desmantelamento dos serviços, igual e relativa condição prevêem estes senhores para a limpeza urbana. Quanto à formação profissional dos trabalhadores, só se for para enganar o pagode, adequando-se um mesmo processo diletante pelas palavras do Sr. Presidente e do Sr. vereador dos recursos humanos, de que a formação profissional dos trabalhadores, permite a efectuação de um trabalho de qualidade . Palavras leva-as o vento, mas também são como as cerejas em tempo de eleições. Os jardineiros fazem o que podem face aos recursos humanos que dispõem, os cantoneiros continuam a fazer verdadeiros "milagres" e mesmo sem formação profissional, são verdadeiros artesãos do seu trabalho.
Quanto à Higiene e segurança no trabalho a sua regulamentação continua a merecer toda a oportunidade da sua aplicação e não se admite que em pleno Século XXI, assistamos a situações de condições degradantes de muitas instalações e postos de limpeza, onde cantoneiros e jardineiros, tomam as suas refeições, merendas, buchas e tomam banho.
Pessoalmente fiquei bastante contente com as intervenções do STML; QUE ESTÁ VIVO E RECOMENDA-SE, NA DEFESA INTRANSIGENTE DOS DIREITOS E REAIS INTERESSES DOS TRABALHADORES, DE TODOS OS TRABALHADORES DO MUNICÍPIO DE LISBOA
É preciso não esquecer que algumas passagens na sessão pública, por parte da vereação, podem deter o seu lado oculto da questão, (quando a esmola é grande o santo desconfia), ou seja a incerteza de um mundo em permanente transformação, o que hoje é verdade, amanhã poder não o ser e vice-versa.
É PRECISO É URGENTE, A CADA MOMENTO NÃO ESQUECER, QUE A PRIVATIZAÇÃO NO QUE TOCA À LIMPEZA URBANA DA CIDADE DE LISBOA, PAIRA DESDE OS ANOS 80, ALTURA EM QUE A GLOBALIZAÇÃO FINANCEIRA E AS POLITICAS NEOLIBERAIS, SE ASSOCIARAM PARA DESTRUIR A CLASSE TRABALHADORA:NÃO PODEMOS, NÃO DEVEMOS DEIXAR QUE ISSO ACONTEÇA, PARA NÓS, PARA OS NOSSOS FILHOS, AMIGOS E FAMILIARES. MANTÉM-TE ATENTO!NÃO CEDAS! LUTA!, PORQUE LUTAR É SAUDÁVEL, ACRESCENTA-NOS UM SENSAÇÃO DE LEVEZA DE DEVER CUMPRIDO.

18.7.09

Vinculo à função pública

Caros companheiros foi ontem dia 17 de Julho, entregue na Provedoria de Justiça, na Rua Pau da Bandeira, nº 9 à Lapa, as assinaturas dos trabalhadores que visam contestar a questão do Vínculo à Administração Pública, cuja intenção é a de destruir e desmantelar a função pública, retirando direitos conquistados ao longo de gerações. Esta iniciativa organizada pelo S.T.M.L.,na defesa intransigente dos direitos dos trabalhadores do Município de Lisboa, reveste-se de especial importância no ano que corre, pois estamos em ano de eleições e quando sobe a contestação das massas trabalhadoras da população portuguesa, toda a pressão é de extrema utilidade, para fazer valer os nossos direitos e exigir de forma geral mais respeito pelos trabalhadores da administração pública em Portugal e mais particularmente quem trabalha na Câmara Municipal de Lisboa. Mantêm-te atento participa e divulga no teu local de trabalho, se tiveres alguma dúvida esclarece-a junto do S.T.M.L.

10.7.09

FALECIMENTO

E com grande tristeza que vimos por este meio noticiar o falecimento de mais um colega, este colega trabalhava no posto de limpeza da Correia Telles, de seu nome JOSÉ CELIO com cerca de 50 anos que apareceu enforcado no quintal de sua casa. O funeral terá lugar amanha 11-7-2009 supostamente para o cemitério de Benfica.

15.5.09

euro manifestação




A manifestação em Madrid, constitui um marco extremamente importante para a construção de uma sociedade mais justa. Enumero duas passagens, a primeira; quando me foi pedido por uma manifestante espanhola, para trocar de boné, um acto simples que representa entre duas pessoas de culturas diferentes, a partilha unitária na defesa dos mesmos interesses; maior equidade social, defesa intransigente dos direitos das classe trabalhadoras, na fraternidade e partilha do dar e receber e lutar por uma sociedade mais justa. A segunda a força que brota no âmago de cada um de nós ao cantar a Grândola Vila Morena de forma a manter o 25 de Abril vivo, E PROLONGAR O ABRIL EM MAIO, todos olharam incrédulos, a generosidade COMO ENTOÁVAMOS AS NOSSAS PALAVRAS DE ORDEM E A CANÇÃO QUE SURGIA COMO UM DESPERTAR, por fim os espanhóis já cantavam connosco CGTP, UNIDADE SINDICAL E A GRÂNDOLA VILA MORENA, muitos pediram à carrinha da CGTP, UM PANFLETO COM AS PALAVRAS DE ORDEM, OUTROS PEDIAM QUE LHE ENSINASSE-MOS A LETRA DA GRÂNDOLA VILA MORENA. Gestos e sinais sintomáticos de humildade, simplicidade e respeito, mas também o reconhecimento de somente unidos e participativos conseguimos abalar e destruir as estruturas do capitalismo e construir uma sociedade mais equitativa. Bem haja a quem do STML SE PRONTIFICOU A PARTICIPAR E PARTILHAR COM A CLASSE TRABALHADORA EM MADRID ESTA JORNADA DE LUTA

4.5.09

Rescaldo do 1º de Maio

Companheiros foi com grande alegria que mostrei a minha participação no bar do STML, no voluntário de cada um de nós se exprime a partilha do dar e receber, são solidariedades diversas que enriquecem o nosso espírito, mediante a iniciativa e a participação de cada um de nós. Gostei muito da camaradagem que se partilhou entre todos, facto que nos dá a conhecer também a personalidade de cada um de nós.No meu caso estarei sempre disponível para ajudar e participar no que me for possível, para o ano sugeria, para arranjar mais fundos face às dificuldades com que o sindicato se depara na sociedade de hoje,a montagem de uma barraca de farturas e a passagem de umas rifas

Gostava de ter participado na Euro Manifestação?