23.4.09

Horarios de trabalho

Na reunião dia 20 entre o S.T.M.L. e a D.L.U., não se chegou a conclusão nenhuma pois os responsáveis da Câmara que á poucos dias quiseram impor novos horários e inclusivamente assinaram papeis, agora chegaram á conclusão que não tem poder para decidir em relação a esta questão, remetendo a decisão para o poder politico ou seja Presidente e vereador. Sendo assim temos todos nós de ficar atentos porque isto pode ser uma armadilha, se por acaso for afixado nos vossos locais de trabalho algum papel com horários diferentes dos actuais, comuniquem imediatamente com o sindicato, ou com o secretariado da comissão através do nosso mail para podermos travar essa imposição no prazo máximo de sete dias.

A D.L.U. ao dizer que não tem poder politico para decidir esta questão, esta a mostrar uma grande fraquesa e se analizar-mos bem, se o proprio Diretor Municipal diz que não tem poder isso quer dizer que os chefes de zona e os encarregados de brigada ainda tem menos, ou seja nenhum, a força esta do lado dos trabalhadores e se os trabalhadores continuarem unidos com esta força que tem tido nestes ultimos tempos "eles" nunca mais nos conseguirão torcer.

POEMA

LISBOA LIMPA É OUTRA COISA

O cantoneiro limpa a rua
e limpa o passeio.
Limpa a rua que não é sua
fica com outro asseio

O cantoneiro corta a erva
e limpa o jardim.
E apanha sol na Primavera
no Inverno apanha chuva sem fim.

Lisboa é um jardim á beira mar plantado
convem receber o dinheiro que temos ganhado.
Convem estar limpa e tudo asseado
se não fica tudo entornado.

Lisboa quer as ruas limpas
para os turistas receber.
Se não ficam nas tintas
e nós ficamos a perder.

Lisboa menina e moça
Cidade das sete colinas
Es mais formosa e mais linda
quando tens as ruas limpas.



Poema enviado por ANTONIO GRAVELHO

4.4.09

Horários de trabalho

Boa companheiro, exprimes muito bem toda a nossa renúncia à imposição. Ao direito à negociação, Segundo a vontade dos trabalhadores e representados pelos nososo dignos representantes; o STML, venceremos a batalha da terra e do pão, para o efeito é imperativo cerrarmos fileiras e passarmos a a mensagem de que todos os trabalhadores da limpeza urbana, foram ao longo de décadas explorados e privados de uma vida de maior aproximação familiar, pois a familia reveste-se de especial e primordial importância nos tempos que correm, seja no apoio aos nossos filhos, seja na divisão de tarefas nos seio familiar, é altura de apelarmos aos nossos valores de solidariedade, altruísmo, participação e empenho e na nossa luta, vincar o A UNIÃO A UNIDADE.Somos gente e reclamamos mais respeito e em todo o sentido da questão: HUMANIDADE E JUSTIÇA em toda a negociação deste processo sobre horários de trabalho
Juntos venceremos

3.4.09

Fotografias do plenario

Apesar de serem só duas, espelham bem a preocupação e a união dos funcionários da limpeza urbana com esta tentativa de imposição de horários, mas mais uma vez a luta dos trabalhadores em conjunto com o sindicato acabou em vitória, apesar de ser apenas a vitoria de uma batalha, se continuar-mos com a mesma determinação venceremos a guerra.
Neste plenário estiveram presentes bastantes cantoneiros, motoristas, e encarregados de brigada, entre outros, mostrando a união que reina entre os trabalhadores deste munincipio. Os donos das ideias de " descargas intestinais" que se cuidem, pois cada vez estamos mais fortes.



1.4.09

A pensar no futuro

Caros companheiros necessitamos de reflectir seriamente em todo o trabalho sindical, que podemos fazer, estive à pouco no sindicato e foi dito por uma funcionária que estiveram dois sócios do STML, para desistirem de sócios, com o argumento que não chegava informação ao seu posto. Quem está na direcção na minha análise passa sempre, mas sempre, por fazer um trabalho sério e honesto, cabe-nos a nós se queremos um sindicalismo forte e coeso, colaborar com esta, ou com qualquer direcção que venha a fazer parte do STML.Recebi também um comunicado do STML para afixar no meu posto em que os seus dirigentes ao prontificarem-se hoje dia 1 de Abril de 2009, para informar os trabalhadores, do que se está a passar com os horários de trabalho na limpeza urbana, foram de forma discricionária impedidos, invocando as chefias de que recebiam ordens superiores. Ordens estas que são ilegais, que não servem os interesses dos trabalhadores, antes tem por intenção a prestação de mais trabalho, a troco de menos dinheiro. O que lembro e em face do exposto, é que existe um secretariado no STML, que está disposto a colaborar e a participar activamente, em todas as frentes, pois os 7 elementos que o compõem, já mostraram enorme disponibilidade para trabalhar, nesta continuidade proponho uma estreita colaboração com estes representantes da comissão sindical, de modo a organizarmos melhor a actividade sindical e a efectuar um trabalho planeado e atempado, metermos mãos à obra, pés ao caminho e mentes a raciocinar, para em todos os postos de limpeza prepararmos o futuro, estabelecendo como critério fundamental o objectivo da intersindical a que pertencemos: MUDAR DE RUMO. Trata-se aqui de defender os nossos interesses e direitos, preparando o nosso futuro, num ano que se reveste de especial importância na luta dos trabalhadores. Diletantes são os nossos governantes, a CML e a DMAU, sempre assim foram. Nós o STMl, porque o sindicato somos nós todos, confrontamo-nos com os efeitos desse processo diletante, que prolonga enormes contingências, contra as quais é preciso lutar em todas as frentes.
FICA A SUGESTÃO PARA UMA MAIOR APROXIMAÇÃO DOS TRABALHADORES E OS INFORMAR DENTRO DOS LIMITES ADEQUADOS ÀS SUAS/NOSSAS PRETENSÕES, A PRESTAÇÃO DE UM TRABALHO DIGNO, COM DEVERES E DIREITOS E UMA MELHOR PRESTAÇÃO DO SERVIÇO QUE FAZEMOS À POPULAÇÃO DA CIDADE DE LISBOA

Pra quem interessar, cordialmente fica asugestão

Deve estar nas bancas e livrarias um livro para o qual recebi um convite para assistir à sua apresentação no ISCTE- INSTITUTO SUPERIOR DAS CIÊNCIAS DO TRABALHO E DA EMPRESA
O livro tem por titulo Por um Sindicalismo Renovado
Comissão Nacional Justiça e Paz, Grupo de trabalho “Economia e Sociedade”,

Colaborem, participem

Mais uma vez preciso e acho que precisamos todos de publicar opiniões, criticas e sugestões neste blogue e por favor não quero ser sózinho e único, só com a diversidade evoluímos TODOS MAS TODOS SOMOS IMPORTANTES

Rescaldo da Assembleia geral de delegados sindicais

Inicio neste espaço o prolongamento da minha intervenção que podia ser melhor e talvez tenha sido pobre e parca de palavras, mas é que se começar a falar exprimo toda a minha revolta, tudo o que sinto em termos de imposição e ditadura na limpeza urbana e o mais grave é que mesmo no seio do sindicato, alguns trabalhadores não se organizam, o conflito é essencial nestas reuniões, mas não ao ponto de muitos darem tiros nos pés ou nos tomates, como foi referido em determinada altura. As estratégias são de cada um e têm que ser respeitadas, mas é preciso reflectir nelas com cabeça tronco e membros. Pelo que me apercebi as intenções do STML foram a de dar voz aos trabalhadores, sendo que os mesmos merecem colectivamente respeito nas suas opções, foi isso que transpareceu. Mas tem que haver negociação e essa pertence inequivocamente ao sindicato, romper unilateralmente com essas negociações é não ter efectivo respeito pelos trabalhadores: POR ISSO É QUE EU DIGO QUE É PRECISO ABANAR AS INSTITUIÇÕES, romper com o snobismo, a prepotência e a arrogância dos dinossauros, figuras emblemáticas, que corporizam a congregação de forças ocultas de poder, que desprestigiam a instituição secular que dá pelo nome de Câmara Municipal de Lisboa e antes promovem os seus interesses individuais, se escondem e lançam a confusão. Que seja convocado um plenário com todos os trabalhadores da limpeza urbana e lhe "caguemos à porta", já que passamos por arruaceiros e outras coisas mais, ninguém gosta de ser espoliado e roubado, ainda por cima quando demos tudo a esta casa e somos verdadeiros artesãos do nosso trabalho. No rescaldo desta direcção foi sintomático a transmissão da consciência de classe e sensibilidade transmitida em determinada altura, no acto de dar, sem receber nada em troca, apenas o reconhecimento na defesa intransigente dos direitos dos trabalhadores, em que se torna de extrema e principal importância todas as dinâmicas individuais, na defesa do colectivo. No período de dia no meu posto:zona 3; Largo do Mastro, todos os trabalhadores foram unânimes em cumprir o estipulado em Assembleia, cumprir o horário que fizemos até aqui, porque não existe por enquanto a legitimidade em cumprir outro. No período nocturno em que estou a trabalhar, (tinha a despensa do sindicato), mas penso ser de minha obrigação informar os trabalhadores do que se está a passar, os meus cinco sentidos apanharam alguma coisa no ar, a primeira reacção à minha entrada no bar, foi a de um trabalhador me pedir que queria que lhe levasse um papel para desistir do sindicato, a segunda era que o sindicato não fazia nada apenas promovia os seus interesses, a terceira foi a de quando mais o sindicato mexe nas coisas pior: aqui respondi que não foi o sindicato que pediu a privatização contra a qual lutamos com êxito, não pediu o pagamento de 60% das horas sobre o salário base e também não pediu estes horários de trabalho. O sindicato meus amigos, só aconselha e propõe, fui respondendo e defendendo interesses que são dos meus colegas e também os meus. NA tentativa de me ouvirem, disse educadamente que queria transmitir-lhes o que se está a passar antes da 23h00, porque o Encarregado de Brigada não me deixa falar à hora do ponto, recebi como resposta de um trabalhador que só pegava ao serviço às 23h00. Não posso deixar de reflectir em tudo isto e pensar que os trabalhadores precisam cada vez mais de integração e de que os defenda e no acto de dar e receber a partilha de solidariedades diversas. Fico a pensar nas manobras maquiavélicas que se transmitem neste sector e no jogo duplo dos encarregados e das chefias, para confundir e dividir os trabalhadores e o mais giro é que alguns parecem Jericos, atrás de uma cenoura à frente dos olhos, que perseguem e nunca mais apanham, mas lá vão cantando e rindo, com os cabelos do peito à mostra e os pentes no bolso. O encarregado de brigada com o seu ar grave e sério, foi dizer aos trabalhadores que eu queria falar com eles e todos se levantaram parecendo almas penadas do "lausperne ao curro",( posso aqui, até ver medo e não respeito), apercebi-me essencialmente de que se repunha naquele momento determinado tom de autoritarismo, algo que é preciso lutar com as nossas dinâmicas individuais e não sermos ingénuos ao ponto de dizermos que não precisamos de favores, eles são essenciais para as nossas estratégias e quando queremos fazer passar a nossa mensagem. EXTRAPOLEI AO MÁXIMO TUDO O QUE ESTÁ EM CIMA DA MESA, TODAS AS MINHAS CONVICÇÕES, GESTICULEI, ESBRACEJEI, ATAQUEI E DEFENDI TUDO E TODOS, FIQUEI ROUCO EM 10 MINUTOS DE ANTENA. PELO MEIO APENAS UM SAIU, TALVEZ FERIDO NO SEU ORGULHO, A HUMILDADE É UM DOM EM QUE MUITOS NÃO TIVERAM BOA CLASSIFICAÇÃO, E NO FIM OS RESTANTES BATERAM PALMAS. Palavras subtis que podem cativar, (porque se o silêncio é de ouro, diziam os nossos antepassados e eu digo que a palavra é de platina, quando se pretende alertar para as injustiças), só as sei transmitir na defesa dos reais interesses dos trabalhadores, (pois considero-me tão humilde como os que me bateram palmas), é essa a minha função como delegado sindical, não quero ter o dom da palavra como o Sócrates demonstrou no comício do seu partido em Espinho, que não passa de um Homem só, isso não quero, se tivesse uma posição de encarregado de Brigada ou de chefia seria sobretudo humano e justo ( também aqui não sou radical, subjectivamente o Encarregado de brigada, podia até estar repor alguma justiça quando chamou os trabalhadores para me ouvirem). E PORQUE ESTAMOS EM ANO DE ELEIÇÕES A LUTA É NOSSA CAMARADAS...........contra a imposição de horários de trabalho, defende os teus direitos. Religiosamente tenho que falar que este ano de eleições, pode ser a nossa salvação, para ficar de um vez por todas preto no branco, o registo de horários dignos para a limpeza urbana, algo que fique na história e vinque a unidade dos trabalhadores de uma vez por todas, em lutas para o futuro.

Gostava de ter participado na Euro Manifestação?