25.10.09

temos todos razão! é preciso procurar a verdade em cada razão!

Pensando eu várias vezes nas questões e posições colocadas por cantoneiros de limpeza e eu inclusive à tempos atrás e como essas questões por vezes levavam a zangas, desentendimentos, questões pessoais, discussões,etc., encontrei na Internet a explicação e conclusão para tudo isso, em simples palavras e fiquei a pensar e a olhar o vazio, sem ter nada para responder

Texto encontrado na Internet
"Encontrei hoje em ruas, separadamente,
Dois amigos meus que se haviam zangado
um com o outro. Cada um me contou a
narrativa de por que se haviam zangado.
Cada um me disse a verdade. Cada um me
contou as suas razões. Ambos tinham
razão. Não era que um via uma coisa e
outro outra, ou que um via um lado das
coisas e outro um outro lado diferente.
Não: cada um via as coisas exactamente
como se haviam passado, cada um via
uma coisa diferente, e cada um, portanto,
tinha razão. Fiquei confuso desta dupla
existência da verdade".

E agora pergunto eu:
O que é a razão? O que é a verdade? Será que ambas nos levam a ser justos? ou algo foge à nossa percepção? ou, ou não sei mais o quê?
Expliquem cada um de vós qual a vossa razão e qual a vossa verdade e juntos lutemos por um mundo melhor. A minha razão é o sonho por mais equidade social, quanto à verdade não a tenho, não a possuo, sou apenas um dos seus peregrinos. SOU PORTANTO UM PEREGRINO DA VERDADE, QUE PROCURA EM CADA RAZÃO UM APOIO E UM INCENTIVO PARA SEGUIR EM FRENTE.
Saudações sindicais

18.10.09

O inácio foi despedido

O Inácio cantoneiro de limpeza, até algum tempo foi despedido o ano que passou, por razões que não quero aqui nomear, no entanto o que adianto é que foi vitima do mundo moderno, por razões que a própria razão desconhece, eu até à pouco tempo cantoneiro de limpeza comecei a pensar o que seria se se passasse comigo algo idêntico, pensado na exclusão social que grassa em Portugal e no mundo inteiro. Por isso inspirei-me neste caso, para descrever e caracterizar por breves palavras, o que penso de tudo isto. QUANTO AO BLOGUE CAROS AMIGOS,COMPANHEIROS E CAMARADAS SE ME PERMITEM, PARECE QUE SE SE FALA, FALA, MAS NÃO SE DIZ NADA, SIM PORQUE SÓ EU A ESCREVER E A FALAR, TAMBÉM CONTRARIA O QUE MUITOS DE VOCÊS DIZEM, QUE TEM QUE HAVER DIFERENTES E DIVERSIFICADAS OPINIÕES.

A noite escura espiava no silêncio a medonha sociedade, fantasmas de ácaros vivos e sedentos, banqueteavam-se crustados nos fios de luz das lâmpadas públicas, as sombras reflexo das pessoas que passam apressadas, são marionetas que dançam, com o festim e o frenesim, daquela tela que mais parece um desenho animado; as luzes perseguindo as sombras, que fogem apressadamente. Risotas ecoam como um vaivém pré-histórico que se funda no silêncio, dísticos redondos, símbolo da paz, prolongam-se do fumo do cigarro que sai calmamente da boca do Inácio, à cinta o farnel para arranhar a fome, nas suas mãos tisnadas e raquíticas o medo, a linhas segmentadas de uma vida jovem, atribulada, como facetas do mundo moderno. O seu trajecto sempre o mesmo, cava um horizonte sem projectos, as olheiras reflectem nos seus olhos verdes a esperança, mas o cansaço da vida sobrepõem-se-lhe pelos planos que traça e riscos que corre, para quebrar a monotonia da vida e do quotidiano.

14.10.09

Se o silêncio é de ouro, a palavra é de platina

As pessoas valem pelo que são, e não pelo que têm. Gostava de dar força à razão das palavras que escrevo, mas como uns fazem coisas boas de uma certa maneira e outras menos bem, eu sinto-me bem a escrever e como sou um sonhador escrevo isto, para me sentir bem e com a minha palavra ajudar talvez ou outros.
Esta leitura é para os ("eruditos") porque eu sou popular e não percebo o que escrevo, acho até que não estou aqui neste momento, estou em todos os lugares imagináveis, mas menos aqui

Hoje acordei especialmente ligado a um dia como tantos outros, o nevoeiro não dissipa o meu pensamento, invariavelmente a textura do dia fixa-se numa aguarela ausente de qualquer hora do dia.

Ao longe o som do mar ecoa com fúria, repetitivo e sonante imiscui-se no tempo afirmando-se uma espécie de cumplicidade entre ambos. Entro no bar da praia, as mesas, as cadeiras, as louças expostas longe da subjectividade da sua criação, arrumadas indistintamente constituem-se como meros objectos que cansam o olhar.

Os gestos, os olhares clamam em sussurros, sem chama a voz e as palavras contagiam-se pelo tempo, o mar e o ambiente mergulham numa monotonia invisível e incansável. Forçando a saída das palavras, a expressão que lhe dá vida morre como instinto nos lábios, os olhares perdem-se no horizonte mortiços sem vida, as palavras morrem à nascença, tudo se torna silencioso e fútil.

O constrangimento deprime, a alquimia não flui, jogadores presos a mesas de bilhar e de cartas, tentam romper com o ambiente, completando-se um quadro que os prende e acorrenta à intempérie de toda aquela realidade, que encrava o som da voz nas gargantas indecisas.

O sol estrela cadente da solidariedade da manhã, envergonhado espreguiça-se, as âncoras dos seus raios iluminam momentaneamente, mas tudo se esvai num ápice, mergulhando-se novamente no oráculo da melancolia e da ambiguidade.

Vida forte e sedenta, longe da labuta dos campos, permanece inócua, a ingenuidade e a revolta bramem o sonho de um novo mundo, a razão raciocina com a auréola da manhã, a solidariedade desprende-se da razão e os seres humanos como autómatos cavalgam para a escalada do seu fim.

Aqui e agora, com gestos instintivos, estimulados pelo libido, cadenciam o desequilíbrio, tudo parece no lugar, a força objectiva indica que a subjectividade precoce carece de ideias objectivadas, ao antes e ao depois do pensamento, o aqui e o agora, cobre a equidade de instrumentalidade, na senda do económico e do filosófico.

Por entre gestos simples e mecânicos entra alguém, que traz no olhar a firmeza e o conhecimento, dispondo-se espontaneamente a quebrar toda aquela tela ornamentada e fictícia ausente da solidariedade e que foge ao resplandecente da vida, no olhar traz a força da natureza e a disposição em mover montanhas, o trabalho cravado no seu rosto é a sua fonte, mantêm-no preso à vida, convicto diz que se os seres humanos vivem permanentemente acorrentados, cabe-lhes também desprenderem-se dos grilhões dessas correntes, entre os que se calam e comentam, gera-se um clima de desobediência à força da razão.

O mundo à nossa volta é obra de nós todos, o sentido individual da questão que o sintetiza, perde-se no tempo, a passividade, o controlo e a manipulação prendem-se às raízes da auto-insuficiência que foge ao sinónimo da colaboração e participação, emergindo paradoxalmente repetitivas e inovadoras construções da humanidade. A participação e a colaboração permanentes, presas ao sentido auto-insuficiente, na luta por um mundo melhor, esbatem na insuficiência de muitos e na suficiência de poucos, ficando todos presos à realidade das suas práticas do quotidiano e relações encandeadas, assertivamente terá toda a lógica dizer que a humanidade merece tudo isto. Excepto as excepções que confirmam as regras da exploração porque nem sempre a regra confirma excepção

E como disse o poeta popular e porque sou popular

A palavra sarcasmo é uma rosa rubra.
A palavra silêncio é uma rosa chá.
Não há céu de palavras que a cidade não cubra
não há rua de sons que a palavra não corra
à procura da sombra de
uma luz que não há.
A Cidade; Zeca Afonso

E como acabei de ("acordar") neste momento faltam-me as palavras e pergunto: que fazer?

A cultura popular vive de gestos, cheiros, sons,mímica, do calão,pregões etc. A cultura erudita, vive mais ao nível filosófico, da sintaxe da linguagem da argumentação, nem uma vale mais que a a outra, antes são duas expressões que se completam, como formas culturais da humanidade é por isso que sou popular,mas gostava de ser erudito, para exprimir pela palavra as desigualdades sociais que eu vejo e muitos não vêm, mas que outros na mesma linha de pensamento que o meu, vêm de outra maneira, se os políticos dizem as coisas que gostamos de ouvir, nós trabalhadores temos que dizer coisas que os trabalhadores gostam de ouvir, mas com uma diferença, é que a nossa palavra é para alertar para as injustiças, enquanto que a dos políticos é para seduzir e convencer

Da palavra à luta, na defesa dos mais desfavorecidos, contra a pobreza e por condições de vida dignas para todos os que delas carecem e, sobretudo para quem com a sua força de trabalho, faz girar o mundo inteiro, sendo-lhe surripiados direitos a cada dia que passa. Onde está a simbologia da classe operária a seguir à Revolução Industrial, perdeu-se no tempo?

Saudações sindicais

eleições para os representantes dos trabalhadores na SHS

Alguém me pode esclarecer onde são os locais de voto

A palavra.............

Companheiros aprendi que a palavra; atenua o sofrimento, desmistifica a incerteza, alerta para as injustiças e eu muito tempo parado e preso à vâ glória de ficar calado, penso que agora até falo pelos cotovelos, porque será? existem várias razões: porque adquiri algumas qualificações e sinto-me à vontade para dizer alguma coisa, com argumentação? porque li Karl Mark, e me despertou para as desigualdades sociais do mundo contemporâneo? pelo trabalho precário, péssimas condições dos trabalhadores que vêm os seus direitos conquistados ao longo de gerações a desvanecerem-se,porque o aumento do custo de vida não acompanha o aumento de um salário real e digno,porque os bens, os serviços e o custo de vida aumentam desmesuradamente? porque a habitação, a saúde e a educação, mais parecem oásis para nós trabalhadores. Porque os políticos nos tomam por "burros" e nos colocam uma cenoura à frente do nariz? Não sei qual será a razão mais plausível para começar, deixo-a para análise de quem lê este blog, na certeza de que aprenderei muito com as vossas posições e que só no conjunto de todas as opiniões, conseguimos tudo aquilo a que a que nos propusermos na luta de todos os dias,

Na lógica da minha simplicidade

E porque sou um trabalhador numa outra fase,proponho que que faz plenários divulgue este blog, distribuindo a todos os trabalhadores uma folha a4 a dizer, para que se destina, o que o caracteriza e o que se pretende com o mesmo, desta forma a divulgação, penso que será mais incisiva.

13.10.09

Eleições dos representantes dos trabalhadores na SHS

Dia 28 deste mes vamos ter as eleições para os representantes dos trabalhadores na SHS, e devereras importante que todos vamos votar, e que todos nos empenhamos num bom resultado da lista apresentada pelo STML.

saudações sindicais.



Jose almeida

Não deixemos morrer este blog e importante

Apesar de uns mudarmos de responsabilidades dentro desta estrutura sindical, e outros de categoria profissional devemos, continuar a alimentar este blog pois acho deveras importante que isso aconteça, sabendo nos que eramos quem mais o alimentava.
Penso que o casemiro deve continuar a escrever e a contribuir para a informaçao deste blog ate que a comissao esteja a trabalhar e novos elementos possam contribuir com informação para que ele blog em vez de morrer seja cada vez mais um apoio quer para a comissão quer o secretariado dacomissao.
Penso tambem ser necessario uma forte divulgação do blog, que de inicio se fez e depois a dada altura se deixou de fazer.
Saudações sindicais.


Jose almeida

Gostava de ter participado na Euro Manifestação?