18.9.09

Convite à força da razão

Caros companheiros, posso até não vir a participar mais neste blog, mas não podia deixar de me despedir, ou por outro lado dizer um até já e, manifestar o que no momento, em determinados momentos sinto, fazendo também um apelo e um convite a pronunciarem-se também do que sentem, do que querem e do que desejam de modo mais mais particular. O apelo é de uma participação activa e intensa, o convite parte do principio do que sentem, pode ser transcrito segundo os vosso retalhos de vida, de modo a efectuar uma consciente divulgação dos pronomes pessoais e demonstrativos da razão de cada um de nós. Deste modo passo a transcrição do que de forma geral sinto, que pode passar por ser maçudo, mas que define o meu estado de espírito.

Retalhos de vida: no renascer de cada gesto; O meu pai e eu

O dia lânguido e seco nascia ao som metálico dos galos. A luz da manhã entrava oprimida pelas frestas da janela refulgindo no balcão da taberna, convidando à fuga daquela realidade sedenta e doentia. O ar grave e sério que esbatia da cândida claridade, corporizava-se no resplandecente de cada olhar, que comprimido das agruras da vida permanecia suspenso em cada órbita, de quem na austeridade carregava nos ombros a monotonia do quotidiano.

Cá fora um pássaro preso numa gaiola choramingava, sabe-se lá porque solidariedade perdida no vazio, mas que tardava, embrutecendo aquele ambiente sôfrego e deprimente. O inócuo da solidariedade da manhã estendia-se horizontalmente, aliciando a depreciação de toda e qualquer tentativa para denunciar e romper com aquela tela bucólica, plácida, prolongada no recôndito de cada ser que por ali estava, passava e habitava.

De repente uma canzoada de sons, alfaias, cães, máquinas, pessoas e animais confundiram-se com gemidos prolongados e sussurros esvaídos em fluidos retraídos pincelando aquele quadro.

Como que um despertar daquela ode, taciturna e dolorosa, um lavrador extenuado da faina, acercou-se do balcão e pediu vinho, fazendo lembrar um viajante da idade média depois de uma longa caminhada e disse: Ó da casa dá-me cá vinho, para limpar o pó da garganta, que este trabalho de um figa, dá-me cabo do canastro e olha que isto é para por na conta, que ainda não me pagaram ainda a jorna de trabalho.

As palavras do lavrador ecoaram como um som cavernoso, naquelas paredes com história, pediu mais um e mais e mais um copo, até saciar a sua sede. Revigorado saiu satisfeito a cantar e a tamborilar com os dedos nos botões da sua camisa; ó minha bela menina, deixa a mãe que te criou, casa comigo amor, que ela também se casou. O som ecoou no vazio, refulgindo por entre as copas das árvores, o licor do deus do vinho e da festa (baco), transformou-se em sede romântica, embriagando-lhe a alma e o coração.

O néctar fluiu da força da razão para os seus lábios, com o desejo do amor, a masculinidade sobressaia nas suas palavras; quando morreu Adão, três dias choveu areia e, lá ia o lavrador pelas veredas que conhecia de olhos fechados, disposto a lançar sulcos à terra e a vingar-se do que a vida lhe tramou

A inocência de uma meninice atribulada ribombou na irreverência da adolescência, a sôfrega experiência adulta, clamava por uma vida melhor, a sublevação da vida em sintonia com a noite harmonizava o desprendimento da labuta e do dia, murmurando medo e agonia, no desapontamento; que desmoronava o castelo da criatividade ao som da estruturação das estruturas.

A vida oprimida trazia-lhe no silêncio das palavras, a noção de que; o calado vence tudo, ao entrar na sala de aula bem arrumada e limpa de mão dada com o filho, confeccionou-se um clima de obediência ao catecismo e à cátedra do Deus Pátria e família divulgado pela instituições e pela professora.

A disciplina desprendia-se do respeito, flutuando no ar a tensão e a revolta, a beatice da professora trancou a inocência de uma meninice objectiva e sedutora, à razão subjectiva dos actos simples e reais, mecanizando a permissão e mecânicos, daquele cenário lausperne, curro e convencional das convenções.

A crispação dos actos torna-se volúvel com o corte da iniciativa, a voluptuosidade do imediato da acção projectada na intuição do gentil de cada singularidade, campeia no renascer de cada gesto, de cada olhar, não deixando perecer o consequente, a lógica do momento do eu, dos nós, e de nós todos, dizendo unicíssimos os pronomes pessoais e demonstrativos da razão una e indivisível da sociabilidade humana

Todo se apoia no instantâneo e subsequente; naquela manhã de outubro de 1968, caiam folhas secas, a chuva serena e dolosa, gemia, a ladainha abafava os gestos e as palavras, contra a subserviência do momento, o aluno arremessou os livros ao ar dizendo; lá vai a festa, no primeiro dia de aulas estava traçado o seu destino escolar, naquele ano não passaria de classe

A sede taciturna de uma vida melhor campeia nas gargantas, as giestas, as carquejas, os abetos, os cardos, enegrecidos com o pó que flutua, bloqueiam-na, ávidas procuram saciar-me no oásis da vida, a ingenuidade e a revolta, bramem um sonho no desespero alucinante que pede apenas a compreensão humana.

As questões existenciais presas ao quotidiano não quebram as rotinas, emergindo no acaso das contingências, a luta escorada por uma sociedade mais justa com gestos firmes e espontâneos de um processo inacabado.

José Casimiro


10.9.09

Participação

É pena muitos colegas de trabalho terem feito força para a criação deste blog e só apenas dois terem participado activamente nele, nomeadamente eu: o Casimiro e o Barbosa, não percebo porque é que isto acontece embora tenha a minha opinião pessoal................

30.7.09

observação de opiniões diletantes

Ontem dia 29 de Junho, assisti na sessão pública da C.M.L. a duas intervenção do STML, focalizadas em dois pontos essenciais e actuais.
1-Espaços verdes e limpeza urbana
2-Higiene e segurança no trabalho
Por sinal intervenções dignas de respeito e reflexão na actual conjectura dos sectores em questão
Primeiro é de realçar nas palavras do Sr. presidente Dr. António Costa e do Sr. Vereador dos Recursos humanos, o excelente trabalho do STML, no despoletar de novas soluções para proporcionar um serviço público de qualidade à cidade de Lisboa, onde se inclui a defesa intransigente dos direitos dos trabalhadores. A dada altura o Sr. vereador Sá Fernandes, falou da formação profissional (uma escola de jardineiros!) para quando? só se for quando as galinhas tiverem dentes! ganharmos o festival da canção! ou as vacas forem cor de rosa! Já a minha mãe dizia e com razão: o falar é leve e o mar é de água, por sinal quando da intervenção do STML, o Sr. vereador ficou de repente com calor, abanado-se com um leque próprio da aristocracia diletante, de à dois séculos volvidos, conceito que passou para os políticos actuais. Na continuidade desta passagem por parte do Sr, vereador, diz o mesmo que tomara ele ter ao serviço na cidade de Lisboa, uma equipa de jardineiros, como tem uma equipa de cantoneiros. Há pois é! e onde está a formação profissional! (no que me toca recebi uma formação integrada para cantoneiros de limpeza, vai para 17 anos, estou na C.M.L vai para 19 anos) do jardineiros e dos cantoneiros, que muito bem irá recuperar um serviço público de qualidade nos jardins da cidade de Lisboa e uma melhor limpeza da cidade. Quanto aos jardineiros assiste-se a um sucessivo desmantelamento dos serviços, igual e relativa condição prevêem estes senhores para a limpeza urbana. Quanto à formação profissional dos trabalhadores, só se for para enganar o pagode, adequando-se um mesmo processo diletante pelas palavras do Sr. Presidente e do Sr. vereador dos recursos humanos, de que a formação profissional dos trabalhadores, permite a efectuação de um trabalho de qualidade . Palavras leva-as o vento, mas também são como as cerejas em tempo de eleições. Os jardineiros fazem o que podem face aos recursos humanos que dispõem, os cantoneiros continuam a fazer verdadeiros "milagres" e mesmo sem formação profissional, são verdadeiros artesãos do seu trabalho.
Quanto à Higiene e segurança no trabalho a sua regulamentação continua a merecer toda a oportunidade da sua aplicação e não se admite que em pleno Século XXI, assistamos a situações de condições degradantes de muitas instalações e postos de limpeza, onde cantoneiros e jardineiros, tomam as suas refeições, merendas, buchas e tomam banho.
Pessoalmente fiquei bastante contente com as intervenções do STML; QUE ESTÁ VIVO E RECOMENDA-SE, NA DEFESA INTRANSIGENTE DOS DIREITOS E REAIS INTERESSES DOS TRABALHADORES, DE TODOS OS TRABALHADORES DO MUNICÍPIO DE LISBOA
É preciso não esquecer que algumas passagens na sessão pública, por parte da vereação, podem deter o seu lado oculto da questão, (quando a esmola é grande o santo desconfia), ou seja a incerteza de um mundo em permanente transformação, o que hoje é verdade, amanhã poder não o ser e vice-versa.
É PRECISO É URGENTE, A CADA MOMENTO NÃO ESQUECER, QUE A PRIVATIZAÇÃO NO QUE TOCA À LIMPEZA URBANA DA CIDADE DE LISBOA, PAIRA DESDE OS ANOS 80, ALTURA EM QUE A GLOBALIZAÇÃO FINANCEIRA E AS POLITICAS NEOLIBERAIS, SE ASSOCIARAM PARA DESTRUIR A CLASSE TRABALHADORA:NÃO PODEMOS, NÃO DEVEMOS DEIXAR QUE ISSO ACONTEÇA, PARA NÓS, PARA OS NOSSOS FILHOS, AMIGOS E FAMILIARES. MANTÉM-TE ATENTO!NÃO CEDAS! LUTA!, PORQUE LUTAR É SAUDÁVEL, ACRESCENTA-NOS UM SENSAÇÃO DE LEVEZA DE DEVER CUMPRIDO.

18.7.09

Vinculo à função pública

Caros companheiros foi ontem dia 17 de Julho, entregue na Provedoria de Justiça, na Rua Pau da Bandeira, nº 9 à Lapa, as assinaturas dos trabalhadores que visam contestar a questão do Vínculo à Administração Pública, cuja intenção é a de destruir e desmantelar a função pública, retirando direitos conquistados ao longo de gerações. Esta iniciativa organizada pelo S.T.M.L.,na defesa intransigente dos direitos dos trabalhadores do Município de Lisboa, reveste-se de especial importância no ano que corre, pois estamos em ano de eleições e quando sobe a contestação das massas trabalhadoras da população portuguesa, toda a pressão é de extrema utilidade, para fazer valer os nossos direitos e exigir de forma geral mais respeito pelos trabalhadores da administração pública em Portugal e mais particularmente quem trabalha na Câmara Municipal de Lisboa. Mantêm-te atento participa e divulga no teu local de trabalho, se tiveres alguma dúvida esclarece-a junto do S.T.M.L.

10.7.09

FALECIMENTO

E com grande tristeza que vimos por este meio noticiar o falecimento de mais um colega, este colega trabalhava no posto de limpeza da Correia Telles, de seu nome JOSÉ CELIO com cerca de 50 anos que apareceu enforcado no quintal de sua casa. O funeral terá lugar amanha 11-7-2009 supostamente para o cemitério de Benfica.

15.5.09

euro manifestação




A manifestação em Madrid, constitui um marco extremamente importante para a construção de uma sociedade mais justa. Enumero duas passagens, a primeira; quando me foi pedido por uma manifestante espanhola, para trocar de boné, um acto simples que representa entre duas pessoas de culturas diferentes, a partilha unitária na defesa dos mesmos interesses; maior equidade social, defesa intransigente dos direitos das classe trabalhadoras, na fraternidade e partilha do dar e receber e lutar por uma sociedade mais justa. A segunda a força que brota no âmago de cada um de nós ao cantar a Grândola Vila Morena de forma a manter o 25 de Abril vivo, E PROLONGAR O ABRIL EM MAIO, todos olharam incrédulos, a generosidade COMO ENTOÁVAMOS AS NOSSAS PALAVRAS DE ORDEM E A CANÇÃO QUE SURGIA COMO UM DESPERTAR, por fim os espanhóis já cantavam connosco CGTP, UNIDADE SINDICAL E A GRÂNDOLA VILA MORENA, muitos pediram à carrinha da CGTP, UM PANFLETO COM AS PALAVRAS DE ORDEM, OUTROS PEDIAM QUE LHE ENSINASSE-MOS A LETRA DA GRÂNDOLA VILA MORENA. Gestos e sinais sintomáticos de humildade, simplicidade e respeito, mas também o reconhecimento de somente unidos e participativos conseguimos abalar e destruir as estruturas do capitalismo e construir uma sociedade mais equitativa. Bem haja a quem do STML SE PRONTIFICOU A PARTICIPAR E PARTILHAR COM A CLASSE TRABALHADORA EM MADRID ESTA JORNADA DE LUTA

4.5.09

Rescaldo do 1º de Maio

Companheiros foi com grande alegria que mostrei a minha participação no bar do STML, no voluntário de cada um de nós se exprime a partilha do dar e receber, são solidariedades diversas que enriquecem o nosso espírito, mediante a iniciativa e a participação de cada um de nós. Gostei muito da camaradagem que se partilhou entre todos, facto que nos dá a conhecer também a personalidade de cada um de nós.No meu caso estarei sempre disponível para ajudar e participar no que me for possível, para o ano sugeria, para arranjar mais fundos face às dificuldades com que o sindicato se depara na sociedade de hoje,a montagem de uma barraca de farturas e a passagem de umas rifas

Gostava de ter participado na Euro Manifestação?